As mesmas velhas manias. O mesmo hábito incorrigível. As mesmas antigas alucinações. E o mesmo medo, sempre o mesmo medo que se sente ao ver um ser superior, que é o próximo, percebendo que é o último e menor dos seres humanos.
A mesma velha mania de esquecer toda a dor e verter lágrimas de uma culpa que não lhe pertence. A culpa de alguém que não se importa, do momento em que tudo acontece.
Ninguém se importa.
Diz, sem se importar se está dizendo a verdade. Não tem motivos? É uma comparação, é isso? Uma perseguição não me parece suficiente para tanto descaso. Mas vá lá, continue com ela.
Na verdade, não é verdade que ninguém se importa. Há os que se importam, os que ignoram e os que fingem. Vivem numa falta demonstração, o que é uma boa estratégia.
Exceto, em um caso, quando tudo se perde por um par de olhos pequenos e negros, delineados e atenciosos.
O vencido? Um olhar de cigana, fosco e sem foco. Vivo, porém nem tão lúcido. Uns olhos castanhos, que se tornam azuis. Admiráveis, porém perdidos num espaço que não permite um retorno tão imediato.
Das lágrimas.
Sim, a vermelhidão e o azul provêm delas. O brilho também os deixa azuis, mas é um olhar fosco, lembra? Então, os breves lampejos de luz não fazem muito pelos olhos.
É engraçado comparar olhares. O problema é comparar as mãos. As mãos sim, essas são grandes problemas. No caso da vencedora periódica a quem nos referimos nesse breve drama, nem tão grandes problemas, mas não descreverei as mãos.
Ao restante, deixo a imaginação. Ela, a minha principal rival. Gostaria de também deixar a visão, mas será essa uma boa escolha? Ninguém tem culpa do que se faz sem que se possa ter evitado.
Bons olhos que os veem, não os repreendam, são apenas mais peças de uma história sem fim, um ciclo que se repete. Um período... Módulo? É assim? Ah, enfim, deixemos para lá todas essas disciplinas.
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Bem, voltei pra cá com um drama realista, do tipo realista mesmo, descritivo e tals. Enfim, obrigada a quem lê ♥
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