Pois então. Ontem, dia 7 de abril, eu perdi uma parte do meu coração. Não por morte nem nada disso. Eu apenas não consigo fazer as coisas darem certo na minha vida.
Eu decidi que teria que dar a ele uma chance de tentar ser feliz, mais do que ele era comigo. Eu o prendia pelo meu sentimento e isso absolutamente não era justo. A culpa não foi dele: Ninguém escolhe o amor que sente. Ele não podia me amar como eu o amava e eu não podia obrigá-lo a isso.
Meu coração está despedaçado e é horrível ter que admitir isso. Eu realmente não queria, mas não posso deixar assim. Sempre fui muito sincera aqui e espero que isso possa me ajudar.
Partindo desse princípio, decidi viver simplesmente um dia após o outro.
Como eu fazia antes, mas agora com outro rumo.
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O primeiro dia foi estranho. A sensação de estar se controlando o tempo inteiro me deixou... sufocada, eu acho. Mas não importa.
A questão principal é que eu senti que a dor não diminui, pelo menos ainda não. E nem acontecerá em breve. Eu é que vou ter que administrá-la.
Comecei por hoje e não foi fácil.
Mas eu vou continuar tentando, pelo menos até onde eu suportar.
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Deixo aqui registrada uma coisa:
Eu queria amá-lo menos para que a nossa história pudesse continuar. Queria poder esperar, pois sei que um dia você ia me amar como eu te amo. Mas eu sinto que a sua vida não é completa comigo e isso não é justo.
Posso estar sendo incoerente agora, mas isso não é importante.
De qualquer forma, nunca se esqueça de tudo o que aconteceu. Os nossos momentos vão ficar pra sempre na minha memória. E mesmo que um dia você esqueça, saiba que sempre vai estar comigo.
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E, por fim, uma frase que eu li em "O Semeador de Ideias" que me comoveu completamente hoje:
A vida sempre te dará uma segunda chance - a morte, não.