Claramente, eu não deveria escrever nada pra você, a probabilidade de eu me arrepender é grande demais. Mas eu preciso falar, falar, falar, como eu sempre faço.
Na verdade, você sabe de tudo sobre mim, até mais do que eu mesma. Sabe o quanto tudo tem uma dimensão diferente pra mim, considerando que os meus medos e traumas não foram completamente superados.
Meus medos... Esses são os nossos maiores obstáculos, você deve concordar. O meu medo de te magoar, de me machucar, todas essas coisas. O meu medo de fazer tudo errado de novo, como eu sempre faço, como eu estou fazendo. O meu medo de te perder, de perder a mim mesma.
Sensível, exageradamente sensível. Assim eu poderia me definir. Tudo o que você faz, por bem ou por mal, sempre me faz sentir algo, seja esse algo bom ou ruim. Eu me incomodo com coisas que você diz, me entristeço com coisas que eu vejo, e você pensa que eu não vi. Ao mesmo tempo, sorrio ao ter um sorriso seu.
No momento em que eu tomei uma decisão, percebi que havia escolhido errado, e você sabe disso. Porém, há vantagens em decisões, e uma delas é aprender a lidar com as escolhas, por mais difíceis que elas sejam.
Não está sendo fácil, mas eu não disse que não tentaria, certo?
E o problema é quando tudo isso se transforma em uma grande confusão, com muito mais pessoas envolvidas do que deveria. Não seria tudo tão simples se fôssemos só você e eu na história? Não seria tudo menos conturbado e menos perdido?
E em um momento em que eu não sei mais como lidar com tudo isso, não me resta mais nada além de parar. Parar e pensar.
Eu não conseguiria sem você.
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