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Odeio o fato de não conseguir olhar pra frente e ver uma solução amigável pra esse assunto.
Odeio te ouvir falar dela como se esse fosse um mal inevitável. Ela fala de mim como se eu fosse uma criança, mas ela mesma não age de acordo com a sua idade.
Odeio te ouvir falar dela. O TEMPO INTEIRO.
Odeio também saber que isso vai acontecer. Nós vamos brigar por causa disso, pois sempre acontece. E nada vai ser resolvido, como sempre.
Odeio não querer te afastar dela enquanto vejo que ela vai fazer o possível pra me afastar de você.
Odeio saber que tudo daria certo, poderia dar certo, se eu não fosse o problema entre vocês dois. Porque é assim, a culpa é minha e acabou.
Odeio não ter uma bola de cristal pra adivinhar tudo o que eu devo ou não fazer. E apenas conseguir ver quando não estou sonhando com ninguém.
Odeio saber que eu vou acabar perdendo, porque é o que acontece sempre. Eu vi, isso eu consegui ver. Não precisa muito pra saber disso.
E não adianta em nada você vir e me dizer que eu estou errada, você sabe que eu não tiro as coisas da cabeça com tanta facilidade.
Odeio não esquecer as coisas como deveria. Eu não vou esquecer, você não vai me deixar esquecer.
Não a odeio, porém. Ela não tem culpa disso tudo, você também não.
Enfim, eu sei que eu não deveria escrever isso. É claro que não, eu tenho que ser civilizada, amável, adorável, coisas assim. Eu não devo ser agressiva, porque ela é muito sensível, muito mais do que eu e blablabla, até parece.
Eu me irrito. Me irrito muito ao pensar nessa história, então estou fazendo uma tentativa de esquecê-la escrevendo-a.
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Esse texto foi escrito há algumas semanas, mas quando ia postar acabei ficando sem computador. Trata de uma história bem esquisita na qual eu fui colocada sem ter culpa de nada, mas conseguiram colocar a culpa em mim do mesmo jeito.
Essa história me irrita, me chateia e me fez chorar.
Só deixo bem claro aqui é que eu não quero mais pedidos de desculpas. Não quero, não adianta. Eu só quero esquecer.

Desculpe-me!
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